O Preço da Verdade - Moro sofre perseguição dos conglomerados de comunicação

ergaomnes.net.brJornalista Douglas de Souza


O ex-ministro da justiça e senador do Paraná Sérgio Moro (União Brasil), vem sendo alvo de críticas, muito antes de assumir o cargo no Senado Federal, de um grupo de empresários que detêm os principais conglomerados de comunicação do país. Dentre eles: Rede Globo, Isto É, UOL ‘diga-se Folha de São Paulo’, Carta Capital, Veja e Estadão. Além de uma complexa rede de "fake News presentes na internet.


Empresários que visam o lucro, e, não querem perder as milionárias verbas de mídia que o Governo Federal repassa, mensalmente, à essas empresas. Quer dizer, Moro, quando juiz federal, paga hoje o preço por aplicar a Lei ao condenar políticos corruptos que dilapidaram o patrimônio público, praticando crimes de peculato, concussão, prevaricação, abuso de poder e emprego irregular de recursos púbicos.


No mundo dos negócios ideologia partidária não existe. O que prevalece é o dinheiro com os seus benefícios. E, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cobra criada, sabe disso. Lula joga com esses conglomerados para obter espaço de mídia.


"Para esses empresários, apoiar o governo não quer dizer que eles concordam com as diretrizes políticas e econômicas, adotadas para administrar o país. O ponto capital é ter em suas contas os recursos do governo para que eles possam fechar o balanço, e, conseguir sobreviver num mercado cada vez mais competitivo. Um mercado onde as mídias digitais –redes sociais- dominam a produção de informações e notícias".



O senador Sérgio Moro é visto por seus opositores como um apoiador do ex-presidente Bolsonaro. Por mais que o ex-ministro insista afirmar o contrário. Tem ainda o fato do presidente Lula ter sido condenado pelo ex-juiz federal, na "Operação Lava Jato". O presidente já deixou claro que considera Moro, o seu inimigo número um, e, que fará de tudo para complicar a vida do senador.


Os projetos apresentados por Sérgio Moro, recebem em sua grande maioria, uma forte crítica desses meios de comunicação. Uma referência clara que não existe o compromisso com a imparcialidade da notícia. Onde a regra é ouvir os dois lados dos partícipes da matéria.


O senador também é alvo do partido político de Bolsonaro o PL’ que ingressou com um pedido à Justiça Eleitoral pela cassação do mandato do senador eleito pelo União Brasil-PR. No pedido, o PL contesta eventuais irregularidades cometidas pela campanha do senador eleito e usaria como base manifestação do Tribunal Regional Eleitoral (TER) Paraná, que apontou falhas na prestação de contas do ex-juiz federal.


Nas redes sociais, Moro se manifestou sobre o pedido de cassação. O senador disse que “maus perdedores” resolveram “trabalhar par o PT e para os corruptos”. – “Da minha parte, nada temo, pois sei da lisura das minhas eleições. Agora impressiona que tenham pessoas que podem ser tão baixas. O que não conseguem nas urnas, tentam no tapetão”, escreveu.


O senador recebe críticas ao afirmar que vai tentar acabar com o "Ministério da Verdade" criado pelo presidente. O órgão foi criado dentro da Advocacia-Geral da União (AGU) com o objetivo de combater a disseminação de notícias falsas.


Na quarta-feira (8/2), o ex-juiz protocolou no Senado um projeto de decreto legislativo para tentar sustar a criação da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, nome oficial do órgão criado na AGU.“A criação do referido órgão, a pretexto de promover o enfrentamento à desinformação sobre políticas públicas, pode servir de fundamento para a instrumentalização da censura política daqueles que fizerem oposição ao governo”, justifica Moro no projeto.


O presidente Lula, muito antes de ser eleito já propagava por todo o país que iria regular os meios de comunicação. “Eu vi como a imprensa destruía o Chávez [ex-presidente da Venezuela, morto em 2013]. Aqui eu vi o que foi feito comigo. Nós vamos ter um compromisso público de que vamos fazer um novo marco regulatório dos meios de comunicação” finaliza.

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